quinta-feira, 18 de junho de 2015

Incêndio em mesquita inicialmente atribuído a "extremistas judeus" foi causado por árabes-muçulmanos; imprensa omite o fato depois de usar o caso para atacar virulentamente colonos e Israel

No fim de 2011, a cidade de Zanghariyah -- um vilarejo israelense de maioria beduína e muçulmana -- viu uma de suas mesquitas ser destruída por um incêndio criminoso. Os responsáveis deixaram pichações em hebraico falando em vingança. 

A imprensa, assim como políticos e a polícia israelense, imediatamente e sem nenhuma prova, culpou "judeus extremistas" pelo crime e afirmou que ele era uma resposta ao assassinato de Asher Palmer (24) e de seu bebê Yonathan, que foram mortos por árabes quando o carro em que viajavam sofreu um acidente depois de ser atacado com pedras. Depois de matar o pai e seu bebê, os árabes ainda roubaram os pertences que estavam com os corpos. 

Alguns meses depois, já em 2012, árabes beduínos vieram a público culpando outros moradores pelo incidente. A imprensa, que tanto destaque deu ao caso quando podia culpar judeus e Israel pelo ocorrido, simplesmente omitiu o resultado das investigações, o testemunho do morador da aldeia e nem mesmo corrigiu os textos anteriores.

Tradução e transcrição do hebraico feitas pelo leitor Kobi S.




Repórter: Encontramos o sargento Bassam Sawa'id. Ele manca por causa de uma perna perdida enquanto servia como soldado israelense no Líbano. E para ele não restam dúvidas.

Bassam Sawa'id: Um judeu não viria incendiar esta mesquita. Quem incendiou a mesquita foi um de nós (beduínos), e digo isso e não temo ninguém.

Do vilarejo, infelizmente.
Certeza. Não 90%, eu te digo com certeza que [essa pessoa] é do vilarejo.
Não viria ninguém de fora. Judeus não sabem onde fica a mesquita. Há três mesquitas aqui no caminho de Tuba (vilarejo árabe vizinho de Zanghariyah, mais próximo de cidades habitadas por judeus), [por que] iriam até Zanghariyah?

Repórter: Vamos voltar a esta imagem por um momento. As inscrições, aparentemente, foram feitas com carvão. Será que alguém esperou que a mesquita ficasse queimada e só depois pichou o local?
E como um estranho entrou neste local tão quieto sem que ninguém o notasse?

E por que um árabe faria isso? 

Bassam Sawa'id: Eu te digo: por ódio. Um odeia o outro, um fala do outro. Você não tem idéia do que acontece aqui no vilarejo.

Repórter: Continuamos perguntando, e logo percebemos que esta pergunta era completamente desnecessária.
Morador do vilarejo: Por que importa quem queimou a mesquita? Pra quem isso é importante?
Repórter: Isso não é importante?
Morador do vilarejo: Depende de pra quem a pergunta é feita...
Repórter: Para você?
Morador do vilarejo: Para mim?
Repórter: Teve muita confusão naquele dia.
Morador do vilarejo: Certo. Sempre tem muita confusão por aqui. 

אנחנו פוגשים את רב-סמל באסם סוועיד.
הצליעה היא בגלל רגל שאיבד כלוחם השייטת במצבע בלבנון. ולו אין ספק.

יהודי לא יבוא לשרוף את המסגד הזה. מי ששרף את המסגד זה אחד מאיתנו, ואני אומר את זה ולא מפחד מאף אחד.
מהכפר, לצערי הרב.
בטוח. לא %90. אני אומר לך שבטוח שזה מהכפר.
לא יבוא מישהו מבחוץ. יהודי לא יודע איפה המסגד.
יש שלושה מסגדים פה בדרך מטובא, הלך לזנגרייה?

בואו נחזור לרגע לתמונה הזו. הכיתוב, מסתבר, בוצע בפחם.
האם מישהו חיכה שהמסגד יישרף, לקח חתיכת פחם ורק אז כתב את הכתובת במקביל לקו הפיח?
ואיך נכנס לכאן, לשקט הזה, מישהו מבחוץ, מבלי שאף אחד יבחין בו?

ולמה שערבי יעשה את זה?

אני אומר לך: זה מתוך שנאה. אחד שונא את השני, אחד מדבר על השני.
אתה לא יודע מה הולך בכפר פה.

המשכנו לשאול ואז הבנו שהשאלה הזו די מיותרת.
- למה זה מעניין מי שרף את המסגד? את מי זה מעניין מי שרף את המסגד? 
- זה לא מעניין? 
- תלוי את מי שאתה שואל.
- אותך?
- אותי?
- היה הרבה בלגן באותו יום.
- נכון, תמיד יש בלגן פה.

Como a imprensa brasileira/internacional noticiou o ocorrido: 

Folha de S. Paulo: "Ataque a mesquita choca os israelenses" 
Suspeita recai sobre extremistas judeus; autores picharam, em hebraico, a palavra 'vingança' nas paredes

REUTERS: "Incêndio em mesquita de Israel é atribuído a judeus radicais"

Estadão: "Incêndio em mesquita de Israel é atribuído a judeus radicais"

IG: "Incêndio em mesquita de Israel é atribuído a judeus radicais"

Os sempre desonestos Luiz Nassif e Opera Mundi: "Incêndio criminoso de mesquita em Israel"
Extremistas judeus colocaram fogo em uma mesquita nesta madrugada em Israel. Agora os terroristas árabes não estão mais sós nas suas barbaridades.

Aliás, quem é melhor informado sabe que os terroristas árabes não estavam sozinhos nisto há muito tempo, mas agora os extremistas judeus também mostraram sua verdadeira face escancaradamente, de uma maneira que a mídia internacional não pode mais esconder. 

O Globo: "Judeus radicais seriam responsáveis por incêndio em mesquita no norte de Israel, dizem policiais"
- É óbvio que judeus extremistas fizeram isto. Apesar das nossas divisões internas, nunca iríamos (os árabes) destruir uma mesquita - disse um morador, revoltado.


Mais detalhes sobre o caso podem ser encontrados aqui (em hebraico). E aqui, em francês

sábado, 6 de junho de 2015

Ministro jordaniano e presidente da Autoridade Palestina afirmam: A Jordânia é a Palestina

Na semana passada, na Conferência islâmica de Jerusalém na Universidade al-Quds, o ministro jordaniano Hayel Dawod afirmou que "a Jordânia e Palestina são um só corpo com um espírito".

Esta semana, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, concordou, dizendo a seus anfitriões jordanianos que "vamos manter a nossa relação como um povo que vive em dois estados."

Hayel Dawod: 


Mahmoud Abbas:

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Primeiro-ministro da Síria: Trouxemos destruição sobre os refugiados árabes ao pedir que eles deixassem sua terra

Em 1973, o livro de memórias de Khaled al-Azm (خالد العظم), primeiro-ministro da Síria em 1948-1949, foi publicado em Beirute.

Trecho do seu livro de memórias que trata dos refugiados árabes da Palestina:
Nós trouxemos destruição para um milhão de refugiados árabes chamando-os e suplicando para que deixassem sua terra, suas casas, seu trabalho e negócios, e fizemos com que se tornassem improdutivos e desempregados, apesar de que eles tinham trabalho e eram qualificados para um tipo de comércio a partir do qual eles poderiam tirar seu sustento. Além disso, os deixamos acostumados a implorar por esmolas e a se contentar com o pouco que a organização das Nações Unidas lhes daria.  

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mahmoud Abbas afirma que países árabes são culpados pelos refugiados árabes da Palestina


Trecho de um artigo escrito por Mahmoud Abbas e publicado no jornal oficial da Organização para a Libertação da Palestina, Falastin al-Thawra (Beirute, Líbano, em março de 1976):
Os exércitos árabes entraram na Palestina para proteger os palestinos da tirania sionista, mas, em vez disso, eles os abandonaram, os forçaram a emigrar e a deixar sua pátria. [1], [2], [3], [4] Impuseram sobre eles um bloqueio político e ideológico e os jogaram em prisões e guetos parecidos com os que eram habitados pelos judeus na Europa oriental, como se estivéssemos condenados a trocar de lugar com eles: ele saíram de seus guetos e nós ocupamos outros similares. 
Os estados árabes conseguiram dispersar o povo palestino e destruir a sua unidade. Eles não os reconheceram como um povo unificado até que o resto do mundo o fez, e isso é lamentável*.
Por 17 anos as rádios árabes transmitiram sua intenção de jogar os judeus ao mar e de trazer os refugiados de volta para seus lares. Eles não jogaram os judeus ao mar e nem trouxeram os refugiados de volta a seus lares até que a guerra de outubro se apresentou como o único brilho de vitória na sombria luta árabe-israelense.  
Original

*Em julho de 2013 o mesmo Mahmoud Abbas, agora presidente da Autoridade Palestina, declarou a um jornal árabe que palestinos e jordanianos são a mesma coisa, mas afirmou que a Jordânia não será o estado "palestino":

عباس اكد ان الكونفدرالية او الفدرالية غير مطروحة مع الاردن فنحن شعب واحد في دولتين وقد تجاوزنا كل ما يتعلق بالوطن البديل الى غير رجعة ولا توجد هجرات فلسطينية للاردن مطلقاً، فصمود شعبنا ندعمه بكل الاشكال


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Enquete da al-Jazira: 81% apoia o Estado Islâmico

Uma enquete no site do canal al-Jazira (em árabe) mostra que mais de 81% dos participantes apoia o Estado Islâmico e suas ações na Síria e no Iraque.

A enquete, que pergunta se o respondente "apoia as vitórias organizadoras do Estado Islâmico na Síria e no Iraque", já tem quase 44 mil votos e recebeu uma resposta negativa de apenas 18,8% dos participantes.


A al-Jazira é o canal mais popular do mundo árabe. Segundo a própria organização, sua audiência é de cerca de 40 milhões de pessoas -- seus maiores mercados são o Egito, a Arábia Saudita e o Marrocos. 

A maior parte de seus espectadores vive em centros urbanos (67%) e tem segundo grau ou ensino superior completo (66%). 

____________________________________________________________