terça-feira, 23 de setembro de 2014

Teorias Conspiratórias Muçulmanas

Por Ibrahim Raymond*


As teorias conspiratórias oriundas do mundo muçulmano diferem um pouco das que conhecemos. Apesar de algumas delas serem ocidentalizadas, a exemplo das que afirmam que Israel foi o responsável pelo ataques de 11 de setembro em Nova Iorque e da igreja copta no Egito, a maioria envolve aspectos psicosociais próprio das sociedades onde se originaram.

Um dos temas prediletos dessas teorias conspiratorias são animais subversivos. Isto não é piada ou brincadeira, é real. Confiram os links.

- Irã prende pombos espionando usina nuclear: As forças de segurança iraniana prenderam dois pombos espiões israelenses perto da usina nuclear de Natanz. Os pombos possuiam alguns anéis e cordas invisíveis, sugerindo que de alguma forma poderiam ser equipamentos secretos de comunicação.”

- Israel usa ratos e porcos contra árabes de Jerusalém: De acordo com a Agênca de Notícias oficial da Autoridade Palestina (WAFA), Israel está “…usando ratos e porcos selvagens para forçar os palestinos a abandonarem suas casas. Notícias anteriores já davam conta que os israelenses usam esses animais como armas para retirar de suas casas os residentes árabes da Cidade Velha de Jerusalém.”

- Israel é responsável por ataques letais de tubarão e medusas no mar vermelho: Segundo o governador do Sul do Sinai, Mohammed Abdel, “O Mossad colocou [no mar] um tubarão e um número indeterminado de medusas fatais para reduzir o turismo no Egito. Isto não está fora de questão, mas precisa de tempo para ser confirmado pelos nossos serviços de segurança.”

- Arábia Saudita prende urubu e o acusa de ser parte de um complô sionista: De acordo com uma reportagem da BBC, o urubu possui placa metálica de identificação da Universidade de Tel Aviv [usado na verdade para estudar padrões de migração], mesmo assim, segundo autoridades sauditas “o pássaro poderá encontrar um castigo horrível de acordo com as leis do país se for comprovado que era um espião israelense.”

- Os judeus de Guátanamo usam bruxaria contra prisioneiros: Walid Muhammad Hajj, ex-detento de Guatánamo, em entrevista à al-Jazeera, quando perguntado sobre os métodos de ‘tortura’, disse: ”O método mais comum para desgastar os irmãos [muçulmanos presos] foi bruxaria …. Não vi nenhum, mas certamente havia judeus entre aqueles [funcionários da Base em Guantánamo], que montaram armadilhas para nós [os muçulmanos]…. Lembro-me de um incidente onde um irmão sentou ao meu lado numa manhã. Quando trouxeram o leite do nosso café, ele urinou no leite dele e eu, surpreso, lhe perguntei ‘por que estava urinando no leite. Foi quando soubemos que ele estava enfeitiçado. Depois de ler versículos do Corão ele foi se recuperando um pouco e me disse: “As aves do arame farpado falavam comigo, e me disseram para urinar no leite” …. Em outra ocasião, eu estava dormindo e de repente senti que um gato estava tentando me penetrar. Ele tentou me penetrar novamente e novamente. Eu recitei o versículo kursi [Corão 2:255] vários vezes até que o gato desapareceu.


Considerando que o Corão descreve as formigas e aves falaantes, que atesta o poder da magia e que tem um capítulo inteiro dedicado aos Gênios e Espíritos (Sura 72), isso acaba explicando porque o Hamas prendeu 150 “bruxas” na Faixa de Gaza no ano passado. E já que o profeta Muhammad decretou que cães negros devem morrer, pois eles são demônios”, existe uma “fatwa” (decreto religioso muçulmano) no mesmo estilo que determina que o Mickey Mouse (personagem de desenho da Walt Disney) deve ser morto, uma vez que o mesmo Muhammad, no Corão, afirma que os roedores são “corruptores, dirigidos por Satanás”. Considerando tudo isso, não deve ser uma surpresa para ninguém que animais estejam sendo retratados como agentes infieis nos países árabes/islãmicos.

A surpresa são essas histórias estarem sendo divulgadas amplamente nos meios de comunicações árabes. É claro que teorias conspiratórias não são de origem exclusiva do mundo islâmico. O ocidente e o resto do mundo também possuem suas teorias malucas. No entanto, ao contrário do ocidente, a maioria das teorias conspiratórias islâmicas foram feitas e/ou divulgadas por “autoridades” - são exemplos os casos dos esquilos, pombos e urubus espiões (Irã e Autoridade Palestina), ratos e porcos sendo usado como arma (Autoridade Palestina), ataques letais de tubarão e medusas (Egito), as historias de Walid divulgadas pela Al-Jazeera, etc…

Um exame atento dessas teorias revelam tendências patológicas que precisam ser reconhecidas, especialmente pelos líderes ocidentais que teimosamente interagem com o mundo muçulmano supondo que todos os muçulmanos “pensam como nós.”





Fonte
Hudson Org. – 26 de janeiro de 2011.

Roubando a Palestina ou comprando Israel?

“Está bastante claro para todos, tanto pelo mapa traçado pela Comissão Simpson quanto por outro compilado pela Comissão Peel, que os árabes são tão pródigos em vender suas terras como o são em prantos e choros inúteis”
Rei Abdulla da Transjordânia, em seu livro de memórias (London, Longman Group, Ltd., 1978), páginas 88-89 (citado em The World Turned Upside Down: The Global Battle over God, Truth, and Power -- Melanie Phillips )
“A acusação árabe de que os judeus obtiveram uma proporção muito grande das terras boas [para o plantio] não se sustenta. Grande parte das terras agora contendo laranjais eram dunas de areia ou pântanos, e não eram cultivadas quando compradas. Embora, hoje em dia, à luz da experiência adquirida pela força de vontade e pela iniciativa judaica, os árabes possam denunciar os vendedores e lamentar a alienação da terra, havia, pelo menos na época das vendas anteriores, pouca evidência de que os proprietários possuíam os recursos ou o treinamento necessário para desenvolver a terra. Quanto as planícies, consideramos que, com as devidas precauções, terra ainda pode ser vendida aos judeus.” 
Peel Commission Report (1937), página 242


Os sionistas roubaram terras palestinas: é esse o mantra que tanto a Autoridade Palestina quanto o Hamas ensinam aos seus filhos e disseminam na mídia. Essa alegação tem uma importância enorme, conforme explica o Palestinian Media Watch: 
“Apresentar a criação do estado [israelense] como um ato de ladroagem e a continuação de sua existência como uma injustiça histórica serve como base da Autoridade Palestina para o não reconhecimento do direito de Israel existir.”

A acusação de roubo também corrói a posição de Israel internacionalmente.

Imagística palestina: Um tubarão como Estrela de Davi devora a Palestina.
Mas... será que essa acusação é verdadeira?

Não, não é. Ironicamente, a criação de Israel representa uma das mais pacíficas migrações e criações de um estado na história. Para entender porque, é necessário entender o sionismo em seu contexto. Colocado de maneira simples: conquista é a norma histórica, e em todos os lugares governos foram estabelecidos por meio de invasões, e praticamente todos os estados se formaram às custas de alguém. Ninguém fica permanentemente no comando, as raízes de todo e qualquer indivíduo se originam em algum outro lugar.

Tribos germânicas, hordas da Ásia Central, czares russos e conquistadores espanhóis e portugueses redesenharam os mapas. Os gregos modernos têm apenas uma tênue conexão com os gregos da antiguidade. Quem é capaz de enumerar quantas vezes a Bélgica foi invadida? Os Estados Unidos foram criados com a derrota dos nativos. Reis saquearam a África, os arianos invadiram a Índia. No Japão, os falantes do idioma Yamato eliminaram praticamente a todos, menos alguns minúsculos grupos como o Ainu.

O Oriente Médio, devido a sua centralidade e posição geográfica, viu a sua cota de invasões passar da conta, incluindo os gregos, romanos, árabes, cruzados, selêucidas , timúridas e europeus modernos. 
Na região, ressentimento e tormento dinástico fizeram com que o mesmo território – o Egito por exemplo – fosse conquistado e reconquistado.

Muitas guerras por Jerusalém: O imperador Tito celebra a sua vitória sobre os judeus em 70 d.C. com uma arca mostrando soldados romanos retirando uma menorá do Templo do Monte.

A terra que constitui o Estado de Israel de hoje não é exceção. Em Jerusalem Besieged: From Ancient Canaan to Modern Israel, Eric H. Cline escreve sobre Jerusalém: "Por nenhuma outra cidade se combateu de maneira tão implacável ao longo da história". Ele fundamenta a alegação enumerando "pelo menos 118 conflitos distintos, em e por Jerusalém durante os últimos quatro milênios". Ele calcula que Jerusalém foi destruída por completo ao menos duas vezes, sitiada 23 vezes, capturada 44 vezes e atacada 52 vezes. 

A Autoridade Palestina fantasia que os palestinos de hoje são descendentes de uma tribo do antigo Canaã -- os jebusitas -- quando na realidade são descendentes de invasores e imigrantes a procura de oportunidades econômicas.

Contra esse quadro de conquistas, violência e golpes incessantes, o empenho sionista em construir uma presença na Terra Santa até 1948 se destaca como espantosamente moderada, mais mercantil do que militar. Dois grandes impérios -- o otomano e o britânico -- governaram a Terra de Israel; contrastando, os sionistas careciam de poder militar. Eles não poderiam alcançar a soberania por meio da conquista. Como alternativa, compravam terras. Adquirir propriedade, quilômetro quadrado por quilômetro quadrado, fazenda por fazenda, casa por casa, estava no coração do espírito empreendedor sionista até 1948. 

O Fundo Nacional Judaico, fundado em 1901 com o objetivo de comprar terras na Palestina "para ajudar na formação de uma nova comunidade de judeus livres comprometidos com atividades produtivas e pacíficas", foi a instituição chave para o futuro estado de Israel, e não a Haganah, a organização de defesa clandestina fundada em 1920.

Os sionistas também se concentraram na reabilitação do árido e do considerado imprestável. Eles não só fizeram o deserto florescer como também drenaram os pântanos, limparam os canais de água, recuperaram terras devolutas, reflorestaram colinas despojadas, removeram rochas e retiraram sal do solo. O trabalho de recuperação e saneamento judaico reduziu radicalmente o número de mortes relacionadas a doenças.
Somente quando a potência mandatária britânica desistiu da Palestina em 1948, imediatamente seguida pelo ataque dos países árabes usando todos os recursos e meios disponíveis para esmagar e expulsar os sionistas, que eles tiraram a espada da bainha em legítima defesa e passaram a adquirir terras através da conquista militar. Mesmo então, segundo demonstra o historiador Efraim Karsh em Palestine Betrayed, a maioria dos árabes fugiu de suas terras, sendo que um número extremamente reduzido foi forçado a sair.

Essa história contradiz a explicação palestina de que "gangues sionistas roubaram a Palestina e expulsaram a sua gente", o que levou à catástrofe "sem precedentes na história" (de acordo com um livro escolar do 3º ano do ensino médio da Autoridade Palestina) ou que os sionistas "pilharam as terras e os interesses nacionais palestinos e estabeleceram seu estado sobre as ruínas do povo árabe palestino" (conforme escreve um colunista no diário da AP). Organizações internacionais, editoriais de jornais e petições de faculdades reiteram essa falsidade em todo o mundo.

Os israelenses deveriam andar de cabeça erguida e salientar que a construção do seu país baseou-se no movimento menos violento e mais civilizado do que qualquer outro povo da história. Gangues não roubaram a Palestina, comerciantes compraram Israel.

Daniel Pipes

Refugiados árabes da Palestina... de quem é a culpa?



Ismail Haniyeh, líder do Hamas, mostra um mapa onde Israel é substituído por um fictício estado árabe "palestino"


A guerra de independência de Israel se divide em duas partes: violentos combates começaram horas após a votação nas Nações Unidas aprovando a partilha da Palestina em 29 de novembro de 1947 e duraram até a véspera da evacuação britânica em 14 de maio de 1948. Já o conflito internacional começou no dia 15 de maio (um dia após a criação de Israel), quando cinco exércitos árabes invadiram o estado judeu. As hostilidades continuaram até janeiro de 1949. 

A primeira fase do conflito consistiu, principalmente, em uma guerra de guerrilha. A segunda, em uma guerra convencional. Mais da metade (entre 300.000 e 340.000) dos 600.000 refugiados árabes fugiu antes da evacuação britânica, a maioria no último mês.
Os árabes da Palestina fugiram devido a uma grande variedade de circunstâncias e por diversas razões. Os comandantes árabes ordenaram aos não combatentes que saíssem do caminho das manobras militares e ameaçavam retardatários com tratamento dispensado a traidores caso ficassem. Eles ainda exigiam que as aldeias fossem evacuadas a fim de melhorar seu posicionamento no campo de batalha e prometiam aos residentes que eles voltariam sãos e salvos em questão de dias. 

Em um programa onde conversa com ouvintes, Ibrahim Sarsur, o líder do movimento islâmico, fala sobre os refugiados árabes e, junto com o ouvinte que liga de Gaza, culpa os líderes árabes pelo problema. 
Programa de TV exibido em 30 de abril de 1999, no canal do Fatah, da Autoridade Palestina:

Ouvinte de Gaza: Sr. Ibrahim, dirijo-me a você como um muçulmano. Meu pai e meu avô me disseram que durante a "catástrofe" (o estabelecimento de Israel), o oficial de nosso distrito emitiu uma ordem dizendo que quem ficasse na Palestina e em Majdel (no sul de Israel, perto de Ashkelon) é um traidor, ele é um traidor...
Ibrahim Sarsur: Eu não quero culpar aquele que causou essa situação, mas somos forçados a lidar com essa situação.
Quem deu a ordem os proibindo de ficar lá carrega a culpa por isso nesta vida e na próxima.

Algumas comunidades preferiam fugir a assinar um armistício com os sionistas; nas palavras do prefeito de Jaffa, "eu não me importo com a destruição de Jaffa desde que consigamos a destruição de Tel-Aviv".


  • Agentes do mufti atacaram os judeus com o propósito de provocar hostilidades 
  • Famílias com recursos fugiram do perigo. Quando os inquilinos agrícolas ouviram que os proprietários seriam punidos, ficaram com medo de serem expulsos e se anteciparam abandonando as terras. 
  • Hostilidades mortíferas impediram qualquer planejamento:  a escassez de alimentos e de outros bens de primeira necessidade se espalhou. Serviços como estações de bombeamento de água foram abandonados. --- O medo de pistoleiros árabes se alastrou, assim como rumores de atrocidades dos sionistas.
  • Em apenas um caso (Lydda), os árabes foram forçados a sair pelas tropas israelenses. A singularidade desse evento merece ênfase. O historiador Efraim Karsh explica acerca de toda a primeira fase da batalha: "Nenhum dos 170.000–180.000 árabes que fugiram dos centros urbanos e somente um punhado dos 130.000–160.000 aldeões que deixaram seus lares, foram forçados a sair pelos judeus".

A liderança palestina desaprovava o retorno da população, vendo nisso o reconhecimento implícito do nascimento do Estado de Israel. A princípio os israelenses estavam dispostos a aceitar o retorno dos deslocados de guerra, mas depois endureceram sua posição a medida que a guerra progredia. O Primeiro Ministro Ben-Gurion explicava seu modo de pensar em 16 de junho de 1948: "Esta será uma guerra de vida ou morte e [os deslocados de guerra] não devem retornar aos lugares abandonados. . .  Nós não começamos a guerra. Eles começaram a guerra. Jaffa começou a guerra contra nós, Haifa começou a guerra contra nós, Beisan começou a guerra contra nós. E eu não quero que eles comecem uma guerra novamente".
Resumindo, explica Karsh, "foram as ações dos líderes árabes que condenaram centenas de milhares de palestinos ao exílio".

Quem eram os palestinos antes da criação de Israel?



Edição de 16 de maio de 1948 do Palestine Post, jornal de língua inglesa publicado na Palestina, anunciando a declaração de independência de Israel


Escritores gregos e romanos utilizavam os termos "Palestina" e "palestinos" para se referir a terra de Israel e a seus habitantes judeus. Assim como Filo e Josefo -- escritores judeus que viveram no século I.
No início do primeiro século da EC, o poeta romano Ovídio descreveu a observância do sabá judaico com as palavras "a festa do sétimo dia que os Sírios da Palestina observam". Outros autores latinos, como o poeta Estácio e o historiador Dio Crisóstomo, também falaram dos judeus como palestinos e da pátria judaica como Palestina. Da mesma forma, na literatura judaica talmúdica (século III EC), 'Palestina' é usada como o nome da província romana que une as províncias da Fenícia e da Arábia (isto é, a Terra de Israel).

No século IV EC, a Terra de Israel estava dividida em três províncias chamadas de primeira, segunda e terceira Palestina. Mas após a conquista muçulmana, em 638 EC, o termo caiu em desuso. O nome não aparece no Corão, que se refere ao local simplesmente como "Terra Santa". Da mesma forma, Jerusalém não é mencionada no Corão e diversos historiadores árabes se referiram a cidade como Iliya (adaptado do latim 'Aelia') ou  Bayt Maqdis (adaptado do hebraico Beyt haMiqdash - Santa Casa), e, finalmente, como al-Quds -- como a cidade é conhecida hoje.

Com os cruzados a Palestina ganhou vida novamente. No entanto, após a queda de seu reino o nome "Palestina" deixou de ser usado oficialmente, mas foi preservado por cartógrafos cristãos em mapas desenhados em suas respectivas terras. Desde o início da ocupção islâmica da Terra de Israel até o final do século 19, os habitantes da região entre o rio Jordão e o Mediterrâneo se identificavam não por seus locais de nascimento, mas por suas religiões.

O termo 'Palestina' só começou a ser usado nos tempos modernos durante o mandato britânico (1917-1948). Para os britânicos Israel tinha deixado de existir nos tempos antigos e 'Palestina' era o termo usado na literatura clássica para a designar a pátria judaica. Isso pode ser visto, por exemplo, na Enciclopédia Judaica (publicada em Londres em 1905), que afirma que a Palestina é "a parte da Síria que antigamente era a posse dos israelitas". Dada a tendência britânica para a exatidão histórica, o termo era aplicado apenas aos residentes judeus da região. É por esse motivo que a referência padrão britânica para a definição de termos e expressões de seu idioma, o Dicionário Inglês Oxford, definia o termo "Palestinos" como:
1. "os judeus que retornaram a Israel de Moscou";
2. "os voluntários judeus que serviram o exército britânico para lutar contra a Alemanha".

É por este motivo que os soldados judeus que serviram com os aliados durante a Segunda Guerra Mundial tinham a palavra "Palestina" inscrita em seus distintivos de ombro.

Além disso, sob o Mandato Britânico, o jornal Jerusalem Post (propriedade judaica) era conhecido como The Palestine Post, a Orquestra Filarmônica de Israel era conhecida como a Orquestra Filarmônica da Palestina e selos postais emitidos na Palestina vinham com a inscrição "Palestina - EI", sendo o EI uma abreviatura cujo significado é "erets Isra'el" (hebraico para a Terra de Israel).

Jerusalém e a sua importância para os muçulmanos

Monte do Templo (Domo da Rocha e mesquita al-Aqsa), década de 1950

Em tempos em que a verdade e fatos históricos cedem cada vez mais a clichês, essa foto vem e nos lembra que nem toda a propaganda do mundo pode reescrever a história sem antes destruí-la.

Hoje em dia é muito comum ouvir que "Jerusalém é uma cidade sagrada para as três religiões abraâmicas" e que a cidade é "a terceira mais sagrada" para os muçulmanos, mas a foto acima, com a mesquita de al-Aqsa totalmente abandonada, é um emblema da real importância que a cidade tem para os muçulmanos. E essa foto foi tirada durante a ocupação jordaniana da cidade, entre 1948 e 1967...


Jerusalém no islamismo

O que Jerusalém representa para o Islã e qual a sua importancia na história muçulmana? 

  • Não é o lugar para onde rezam;
  • A cidade nunca serviu como capital de um estado soberano muçulmano (apesar de mais de mil anos de ocupação islâmica);
  • Não é mencionada nenhuma vez nas orações e nem no Corão. Uma comparação que torna este ponto ainda mais claro: Jerusalém aparece na Bíblia hebraica 669 vezes e Sião, que normalmente significa Jerusalém e, por vezes, a Terra de Israel, aparece outras 154 vezes. Ou seja: 823 vezes no total; 
  • Não está ligada a nenhum evento da vida de Maomé

  • Durante a ocupação muçulmana, os árabes fizeram da cidade de Ramla a capital da província palestina. 
  • Os muçulmanos costumam trazer a Sura 17:1, que fala da "mesquita mais distante", como prova de que Jerusalém está no Corão. Acontece que essa "interpretação" só foi criada no ano de 682, durante o califado omíada, quando Ibn al-Zubair se rebelou contra os governantes omíadas em Damasco e conquistou a cidade de Meca. Por causa disso, o califa, que precisava de um local alternativo para a peregrinação islâmica, resolveu que seus súditos deveriam ir para Jerusalém, que estava sob seu controle. Para justificar esta mudança, a passagem 17:1 do Corão foi reinterpretada para se referir a Jerusalém -- passagem esta que originalmente se referia a uma mesquita na cidade de Medina, na Arábia Saudita. 

De acordo com Ahmad Muhammad 'Arafa, colunista do semanário al-Qahira -- que é publicado pelo Ministério da Cultura Egípcio --, o que hoje chamamos de mesquita al-Aqsa é na verdade a "mesquita de Aelia" -- do nome "Aelia Capitolina", que foi como o imperador romano Adriano renomeou a cidade depois da revolta de Bar Kokhba. Como punição aos rebeldes judeus, ele renomeou Jerusalém como Aelia Capitolina, a terra de Israel como Síria Palestina e proibiu toda e qualquer prática judaica na região. 

Nos dias de hoje: crianças muçulmanas jogam futebol no "terceiro lugar mais sagrado para o islamismo" 


المشهور أنه ذهب إلى المسجد الأقصى في فلسطين

هل قام الرسول برحلة الإسراء إلى فلسطين أم إلى المدينة المنورة ؟
أحمد محمد عرفة (جريدة القاهرة سنة 2002 تقريبا)

قال الله تعالى "سبحان الذي أسرى بعبده ليلا من المسجد الحرام إلى المسجد الأقصى الذي باركنا حوله لنريه من آياتنا إنه هو السميع البصير" (الإسراء 1) و النص يخبر أن الله أسرى برسوله من المسجد الحرام إلى المسجد الأقصى ... فهناك مسجدان إذن الأول هو المسجد الحرام , و الثاني هو المسجد الأقصى , و الأقصى صيغة تفضيل بمعنى الأبعد , فالمكان الذي إنتهى إليه الإسراء برسول الله يجب أن يكون مسجدا , و ليس مكانا يتخذ فيما بعد مسجدا , و لا مكانا كان فيما قبل مسجدا , و أن يكون بعيدا جدا عن المسجد الحرام , و لا يلزم أن يكون مبنيا , فقد كان المسجد الحرام - يومئذ - مجرد فضاء حول الكعبة .

و لكن فلسطين لم يكن بها يومئذ مسجد ليكون بالنسبة للمسجد الحرام مسجدا أقصى , فلم يكن فيها يومئذ مؤمنون بمحمد , يجتمعون للصلاة في موضع معين يتخذونه مسجدا , فقد كان أكثر أهلها مسيحيين و كانت بينهم أقلية يهودية , و مع إحترام القرآن لمعابد اليهود و النصارى فإنه لم يطلق على أي منها إسم مسجد , و إنما سماها بيعا و صلوات (الحج 40) و المسجد الموجود اليوم في مدينة القدس و المعروف بإسم المسجد الأقصى , لم يشرع في بنائه إلا سنة 66 بعد هجرة النبي , أي في عصر الدولة الأموية , و ليس في عصر الرسول و لا أحد من خلفائه الراشدين . هذا عن المسجد .
و أما عن كلمة أسرى : فإذا فتحنا المصحف , و تتبعنا النصوص التي وردت فيه , فسوف نجد النصوص التالية: "قالوا يا لوط إنا رسل ربك لن يصلوا إليك فأسر بأهلك بقطع من الليل و لا يلتفت منكم أحد إلا إمرأتك إنه مصيبها ما أصابهم إن موعدهم الصبح أليس الصبح بقريب" (هود 81) , و معنى أسر بأهلك بقطع من الليل: أمش بهم خفية بعد مضى جزء من الليل , و نحوه في الحجر 65 "فأسر بأهلك بقطع من الليل" , و قوله تعالى: "و لقد أوحينا إلى موسى أن أسر بعبادي فاضرب لهم طريقا في البحر يبسا لا تخاف دركا و لا تخشى" (طه 77) , و معنى أسر بعبادي : امش بهم خفية من عدوكم , و نحوه في الشعراء 52 , "أن أسر بعبادي إنكم متبعون" و في الدخان 23 : "فأسر بعبادي ليلا إنكم متبعون" .. فالإسراء إذن هو الإنتقال خفية من مكان الخطر , إلى مكان أمن , و معنى أسرى بعبده : أمره أن يسري و رعاه و هو يسري , أي ينتقل خفية من عدوه إلى مكان يأمن فيه على نفسه و على دعوته , أي أن النص يخبر عن هجرة الرسول من مكة إلى المدينة , و لا يتكلم عن زيارة إلى فلسطين . و قد تمت هجرة الرسول خفية عن أعدائه .
و لنعد مرة أخرى إلى أول سورة الإسراء ... إنه يعلل الإسراء بقوله : "لنريه من آياتنا" و قد أعتاد المفسرون و رواة الأخبار على تفسير ذلك بأنه : رؤية الأنبياء , و الصلاة بهم , و قد يزيد بعضهم الصعود إلى السماوات و رؤية الجنة و الجحيم . فبم نفسر نحن آيات الله في هذا الموضع ؟ و أي التفسيرين أولى بالقبول ؟ إننا نفسرها بنجاة الرسول من أعدائه الذين مكروا به ليقتلوه أو يسجنوه , و تأسيسه دولة بالمدينة , و إنتصاره في بدر , و عقده صلح الحديبية , ثم فتح مكة و إنتشار دعوته ... و هذه آيات حسية موضعها دنيا الناس , و كلها مترتبة على الإسراء بالرسول من مكة إلى المدينة , بينما الآيات التي يذكرها المفسرون و رواة الأخبار ليست من عالمنا الدنيوي , فإما أن تعرض على الرسول في صورة مثل , و إما أن يتحول الرسول عن طبيعته الدنيوية كي يراها على حقيقتها , و في الحالتين فإنها لا تكون آية , لانها لا تكون آية إلا حينما ترى على حقيقتها و يكون الرائي على طبيعته البشرية الحقيقية . بل إن تعليل الإسراء بقوله : لنريه من آياتنا يدل على الإسراء شرط لرؤية تلك الآيات , أي أنه لن يرى أيا من تلك الآيات إلا إذا انتقل إلى موضع معين , و نحن نقول : إن انتصار دعوته كان مرهونا بانتقاله إلى المدينة حيث يوجد الأنصار , و لكن رؤية الرسول لبعض أو كل من سبقه من الأنبياء , ليس مرهونا بسفره إلى القدس , لانه الإعجاز ببعثهم أو بدخول الرسول إلى عالمهم الأخروي ليس مرهونا بانتقاله إلى القدس , حتى لو فرضنا جدلا أنهم جميعا دفنوا بالقدس و أنهم جميعا اتخذوها مركزا لعبادة الله . بل إن الأولى أن يأتوا هم إليه في مكة تقديرا له و لمكة التي ستكون المركز الجديد لعبادة الله .
و إذا مضينا خطوة أخرى مع النص الكريم , و جدناه يقول فيما يشبه تعليل تلك الآيات التي رآها الرسول : "أنه هو السميع البصير" الأمر الذي يعني أن الله تعالى أسرى برسوله من المسجد الحرام إلى المسجد الأقصى , لأنه تعالى سمع و أبصر أمورا لها ارتباط بذلك الحدث ,فهل يزعم أحد أن الرسول كان يدعوا الله أن يريه فلسطين أو موضع هيكل داود أو عددا من الأنبياء الذين بعثوا قبله , أو عالم السماء و الجنة و النار ؟ إن زعم ذلك أحد فإنه يفتري الكذب على الرسول ... أما نحن فنقول : أنه تعالى هو السميع لدعاء الرسول أن يحميه من كيد قومه , و أن يوفر لدعوته موطنا آمنا في بيئته العربية , و هو البصير بكيدهم لقتله أو سجنه , و لذلك تم الإسراء (= الهجرة سرا) في نفس اليوم الذي قرروا فيه قتله أو سجنه .
و من أخبار الهجرة النبوية : "ثم واصل سيره إلى المدينة فدخلها لأثنتي عشرة ليلة خلت من ربيع الأول ... فألتف من حوله الأنصار , كل يمسك بزمام راحلته يرجوه النزول عنده فكان يقول : دعوها فإنها مأمورة , فلم تزل راحلته تسير في فجاج المدينة و سككها حتى و صلت إلى مربد (مكان يجفف فيه التمر) لغلامين يتيمين من بني النجار , أمام دار أبي أيوب الأنصاري , فقال النبي :هاهنا المنزل إن شاء الله , و كان أسعد ابن زرارة - قد أتخذه مصلى قبل هجرة النبي , فكان يصلي فيه بأصحابه , فأمر رسول الله أن يبنى ذلك الموضع مسجدا , و أبتاع أرضه بعشرة دنانير" مختصرا من كتاب فقه السيرة للبوطي , و كلمة مصلى الواردة في النص يمكن استبدالها بكلمة مسجد , أي أن هذا الخبر يثبت أن منتهى هجرة الرسول التي تمت سرا كان مسجدا أو مصلى بالمدينة .
و الخلاصة : أن الإسراء لم يكن إلى فلسطين , و إنما كان إلى المدينة المنورة , و أنه بدأ من المسجد الحرام , بعد أن صلى الرسول و صاحبه فيه و ودعاه , و إنتهى عند مسجد أسعد ابن زرارة أمام دار أبي أيوب الأنصاري بالمدينة المنورة , حيث بنى الرسول مسجدا عرف بمسجد النبي , و أن تفاصيل رحلة الهجرة هي نفسها تفاصيل رحلة الإسراء , لأن الإسراء هو الهجرة سرا