quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Philip Hitti e o tratamento dispensado aos cristãos sob domínio muçulmano



Philip Khuri Hitti (1886 - 1978), um cristão maronita nascido no Líbano,  foi um estudioso do Islã e  o responsável pela introdução do campo de estudos da cultura árabe nos Estados Unidos. Apesar de sua óbvia simpatia para com o pan-arabismo (algo não muito comum entre libaneses maronitas) e de seu anti-sionismo, ele oferece informações valiosas sobre a invasão árabe do Levante e a relação entre os conquistadores muçulmanos e outros grupos religiosos sob seu controle. 

Do seu livro A História da Síria (1956):
**Palestina e Jordânia eram apenas províncias da Síria  [1] e [2]

A terceira classe consistia de membros de seitas toleradas que professavam religiões reveladas - cristãos, judeus e sabianos...  Na Arábia, no entanto, nenhum não-muçulmano era tolerado, exceto uma pequena comunidade judaica no Iêmen. 
 Este reconhecimento de seitas toleradas era condicionado ao desarmamento de seus devotos e a exigência de um pagamento de tributo (Jizya) por parte deles em troca de proteção muçulmana. 
 Na Síria, os cristãos e os judeus eram geralmente bem tratados até o reinado de Umar II, o primeiro califa a impor restrições humilhantes sobre eles. Ele emitiu normas excluindo os cristãos de cargos públicos, proibindo que usassem turbantes e obrigando-os a cortar suas franjas, a vestir roupas diferentes e com cintas de couro, a montar [em animais] sem sela, a não construir locais de culto e a orar em voz voz baixa.
 A pena para o assassinato de um cristão [pelas mãos] de um muçulmano, ele decretou, era apenas uma multa, e o testemunho de um cristão contra um muçulmano não era aceitável em um tribunal. Pode-se supor que esta legislação foi promulgada em resposta a demanda popular.

Colunista egípcio sobre o bloqueio israelense/egípcio de Gaza: "Devemos rezar a Alá para nos prejudicar com tal bloqueio"



 Tomates em um suq [mercado] na Faixa de Gaza

Em sua coluna no jornal egípcio Rooz al-Yousuf, no dia 29 de junho de 2010, Muhammad Hamadi apresentou estatísticas de um site do Hamas mostrando que, apesar de toda a conversa sobre um bloqueio a Faixa de Gaza, e em contraste com alegações de que o Egito tem culpa pela fome do povo palestino, há tantos bens de consumo em Gaza que a oferta é maior do que a demanda -- e, como resultado, o preço de aves e carne de boi é mais baixo lá do que no país vizinho.


Segue abaixo a tradução de trechos do artigo.

O Hamas "passou para a resistência online e na mídia"
"Depois que o movimento [Hamas] abandonou a resistência real e virou-se para a resistência virtual e nos meios de comunicação, um dos muitos sites do Hamas publicou um importante relatório comparando os preços de bens de consumo no Egito e em Gaza."

"O relatório afirma: um quilo de melancia em Gaza custa menos do que uma lira egípcia, enquanto no Egito custa mais de duas liras; um quilo de tomates em Gaza custa menos de metade de uma lira, enquanto no Egito custa 1,50 lira; um quilo de batatas em Gaza custa metade de um lira, enquanto no Egito custa duas liras; um quilo de cebolas em Gaza é uma lira, enquanto no Egito um quilo de cebolas custa 1,50 lira; um quilo de alho em Gaza custa 10 liras egípcias, enquanto que no Egito o mesmo produto custa 15 liras."

 A fartura em Gaza contrasta com a escassez de alimentos no Egito

"Um quilo de carne de frango no Egito custa 20 liras, e em Gaza o mesmo produto sai por apenas 10 liras. O preço médio de um quilo de carne no Egito é de 60 liras, enquanto na Gaza 'sitiada' ele sai por cinco liras. Uma bandeja de ovos no Egito custa 19 liras, enquanto em Gaza é apenas 10 liras."

De que bloqueio eles estão falando?
"Essa comparação de preços entre o Egito e a Faixa de Gaza, que foi sitiada por três anos -- ou assim eles dizem -- mostra que a vida em estado de sítio é mais barata, mais conveniente e mais fácil..."

"Então, de que cerco eles estão falando? Será que o bloqueio causa queda de preços? E como bens de consumo estão fluindo em Gaza apesar do bloqueio?"

"Estas questões não estão sendo levantadas [aqui], na expectativa de uma resposta do Hamas. Elas são dirigidas a todos os simpatizantes do Hamas aqui no Egito, que não vêem nada de errado em acusar seu próprio país de trair a causa palestina e de deixar o indefeso povo palestino morrer de fome com um cerco opressivo em Gaza."

"Se assim é [a vida] em Gaza sob bloqueio, então o povo egípcio, que tem sido queimado pelo fogo dos preços e que ainda pega parte de sua limitada renda para salvar os moradores de Gaza sob cerco, [deve] orar a Alá para ferí-los com [tal] cerco, caso o bloqueio vá causar a queda de preços e permitir que cada cidadão comum possa comprar ovos, carne e aves, assim como fazem os moradores de Gaza."


O repórter dinamarquês Steffen Jensen descreve a mesma fartura e questiona onde está a crise humanitária em Gaza. As fotos contidas nesse post foram retiradas de sua reportagem.

Mufti de Jerusalém usa tradição islâmica para incitar o genocídio de judeus

Em uma cerimônia do Fatah, o atual mufti (o mais alto cargo para um líder religioso) de Jerusalém traz um hadith, parte da tradição oral islâmica, para incitar contra os judeus. O mufti foi indicado para o cargo pela moderada Autoridade Palestina.

Exibido no dia 9 de janeiro de 2012, no canal oficial da Autoridade Palestina



O video começa com um moderador que apresenta o mufti no evento Fatah (do "moderado" Mahmoud Abbas). Ele lembra de outra crença islâmica logo nos primeiros segundos: que os judeus são descendentes de porcos e macacos.
Nossa guerra com os descendentes dos macacos e porcos (os judeus) é uma guerra de religião e fé.

O mufti, além de não se distanciar desta declaração, acrescentou outra: que o objetivo do Islã é matar judeus.

Existem inúmeras coleções de hadith, algumas das quais não são aceitas como confiáveis. No entanto, o mufti salientou que a crença de que os judeus serão mortos pelos muçulmanos como uma precondição para ressurreição é uma autêntica crença islâmica, porque esse hadith aparece na coleção al-Bukhari, que é considerada verdadeira e confiável. E essa não foi a primeira vez que o mufti se meteu em encrenca. Em outro discurso público ele afirmou que "os judeus são inimigos de Alá"...

Após críticas de líderes americanos, o mufti da Autoridade Palestina tentou se explicar. Em um primeiro momento, disse que o discurso não foi uma "incitação à matança de judeus. Nós não podemos mudar os escritos religiosos históricos e nós não queremos mudá-los. No entanto, estamos falando agora sobre a realidade. A realidade é que queremos alcançar uma paz justa". Depois afirmou que seu pronunciamento foi maliciosamente editado.

Como resposta, a ONG que tinha publicado apenas um trecho do discurso resolveu não só exibir o discurso na íntegra como ainda respondeu as alegações do líder religioso:


 As declarações das duas mais altas autoridades religiosas da Autoridade Palestina são deturpações do que o mufti disse. Na verdade, as palavras que ele escolheu para fornecer um contexto mostram que ele citou este hadith que antecipa muçulmanos matando judeus para torná-lo [o Hadith] relevante para o conflito árabe-israelense atual.
 O mufti introduziu o hadith referindo-se aos "47 anos" do Fatah e da "revolução" palestina, desta forma colocando o hadith no contexto de hoje. Em seguida, ele acrescentou que este é um "hadith confiável" das coleções verdadeiras e de confiança, e parte da lei/crença islâmica aceita. Depois de citar o hadith, o mufti afirmou que os israelenses estão plantando a "árvore Gharqad em Israel e em torno dos assentamentos e colônias", sugerindo que Israel está se preparando para o momento em que os muçulmanos cumprirão este hadith vindo para matá-los. De acordo com a tradição islâmica, a árvore Gharqad será a única árvore que não chamará os muçulmanos para matar os judeus que estarão se escondendo atrás dela. Ao dizer que israelenses já estão plantando estas árvores em torno de suas cidades, o mufti estava relacionando explicitamente o hadith sobre o assassinato de judeus com o atual momento. Ele não estava apenas citando "escritos religiosos históricos", como alegou.

Imprensa árabe: Hamas está recrutando crianças em mesquitas para lutar contra Israel

Vários sites árabes estão noticiando que o Hamas está se preparando para uma futura guerra com Israel ao realizar uma campanha de recrutamento de crianças em mesquitas.


As Brigadas de al-Qassam iniciam a formação de um "exército   popular" para enfrentar guerras futuras

الجناح المسلح لحركة المقاومة الإسلامية حماس - مؤخرًا إلى تشكيل جيش شعبي في قطاع غزة، استعدادًا لأي حرب قادمة مع "إسرائيل"، وقامت بتعليق إعلانات في بعض مساجد قطاع غزة تدعو الشباب للانضمام للجيش.
O braço armado do movimento de resistência islâmica Hamas recentemente iniciou a formação de um exército popular na Faixa de Gaza, em preparação para qualquer futura guerra contra "Israel", colocando os anúncios em algumas das mesquitas na Faixa de Gaza, pedindo aos jovens que se juntem ao exército.



وقالت كتائب القسام في الإعلان: إنها ستدرب الجيش، على مختلف الأسلحة الخفيفة وبعض الأسلحة الثقيلة، كي يكون "سندًا وعونًا للمقاومة في أي حرب قادمة مع إسرائيل".
O al-Qassam disse em uma declaração que vai treinar o exército no uso de várias armas leves e pesadas, a fim de ser "solidário e útil para a resistência em qualquer guerra futura com Israel."


Guarda-costas de Yasser Arafat: Ele mentia quando condenava atentados terroristas contra civis israelenses

Em entrevista ao canal inglês BBC, o guarda-costas de Yasser Arafat, Muhammad al-Daya, conta como o falecido líder árabe mentia quando vinha a público, em inglês, condenar atentados terroristas contra civis israelenses. 

Entrevista exibida no canal BBC (Reino Unido), no dia 3 de abril de 2014



Entrevistadora: Ariel Sharon costumava dizer que Arafat era um mentiroso patológico.
Muitos políticos que lidaram com Arafat diziam que ele era um grande mentiroso.

Muhammad al-Daya: O islã permite que você minta em três casos: A fim de reconciliar duas pessoas...

Entrevistadora: Em nome da reconciliação.

Muhammad al-Daya: Se a sua esposa é feia, você tem permissão para dizer que ela é a mulher mais bonita do mundo.
O terceiro caso é na política. Você tem permissão para mentir na política.

Entrevistadora: Então você confirma isso...

Muhammad al-Daya: Sim.

Entrevistadora: Então ele mentia na sua presença?

Muhammad al-Daya: Abu Ammar (nome de guerra de Arafat)? Sim.
Quando acontecia um atentado em Tel Aviv, por exemplo, ele dizia...

Isso acontecia graças a pressão, especialmente do presidente [do Egito] Hosni Mubarak.
Mubarak ligava para Arafat e dizia: "condene [o atentado] ou eles vão te ferrar." 
Arafat dizia para Mubarak: "sr. presidente, nós temos mártires, os [israelenses] nos destruíram. Eles nos massacraram." Mas Mubarak dizia para ele: "Denuncie ou eles vão te ferrar."

Então Arafat condenava os atentados em seu modo peculiar, dizendo: "Eu sou contra a morte de civis." Mas isso não era verdade.